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A realidade psíquica e o atendimento no hospital geral

  • Nome: Bruna Paranhos Americano

    Orientadora: Sonia Alberti

    Co-Orientadora: Selma Correia

    Março de 2008

    RESUMO

    A presente monografia propõe-se a apresentar questões acerca da teoria psicanalítica aplicada à prática clínica no hospital geral. Partimos de uma introdução teórica, na qual verificamos alguns conceitos da psicanálise, sobretudo a escola francesa, articulando-os na especificidade da experiência como Residente de Psicologia no Hospital Universitário Pedro Ernesto - HUPE. Dois casos serão apresentados para que possamos observar como a psicanálise se aplica ao contexto hospitalar. Outra questão trazida é a interlocução da psicanálise com as equipes de saúde atuantes no HUPE. Buscaremos mostrar os impasses e as possibilidades advindas desse diálogo necessário, porém nem sempre possível, apesar de todos os esforços das equipes.


Dos cuidados paliativos à experiência psicanalítica: Uma escuta de idosos no contexto hospitalar

  • Nome: Fernanda Quintino Batista

    Orientadora: Glória Castilho

    Março de 2008

    RESUMO

    O presente trabalho tem como finalidade tecer algumas considerações sobre o discurso dos cuidados paliativos a partir de uma experiência com idosos hospitalizados. Utilizaremos a Psicanálise enquanto referencial teórico-clínico, de modo a levantar certas possibilidades e limites no acompanhamento ao paciente idoso em fase avançada de doença no contexto hospitalar.

    Em seu desenvolvimento, faremos um percurso sobre o surgimento da assistência paliativa e suas propostas para um paciente internado em iminência de morte. Seguiremos trazendo a morte como uma questão para a psicanálise e as possibilidades e limites de uma clínica para cuidados paliativos voltada à radicalidade de uma experiência de hospitalização.


Uma abordagem psicanalítica sobre a questão do esquecimento na velhice

  • Nome: Clarice Gomes Palmeira

    Orientadora: Glória Castilho

    Março de 2008

    RESUMO

    Este estudo pretende investigar a questão do esquecimento na velhice, segundo uma abordagem psicanalítica. O problema do esquecimento tem sido estudado majoritariamente por teóricos do campo das Ciências Cognitivas, cujas pesquisas apontam exclusivamente ao déficit de memória, relacionado a uma dimensão orgânica. Defendemos a importância de se buscar um outro viés de análise da questão, que não tente substituir ou se sobrepor à visão da Cognição. Desta maneira, buscamos enfatizar a dimensão subjetiva que pode estar presente nos esquecimentos, inclusive na velhice. Nesse sentido, recorremos a Freud, que desde os primórdios da Psicanálise elaborou diversas contribuições sobre os processos inconscientes que envolvem os esquecimentos de todos os sujeitos, em qualquer idade. Em seguida, utilizamos algumas formulações de Lacan a fim de retomar e precisar certos conceitos da obra freudiana. Procuramos ainda relacionar os aspectos teóricos desenvolvidos à clínica psicanalítica com idosos, apresentando assim alguns fragmentos clínicos. Ao final, procuramos sublinhar como a entrada em cena do desejo do analista pode ter efeitos importantes, como uma maior implicação do sujeito idoso em sua queixa de esquecimento.


O "tratamento" da morte na contemporaneidade da cirurgia cardíaca

  • Nome: Renata Oliveira Magalhães

    Orientadora: Sheila Orgler

    Março de 2008

    RESUMO

    A morte tem muitas facetas e com o decorrer dos séculos, sua significação foi sendo alterada. Foi objeto de estudo deste trabalho, analisar o fenômeno da morte e o processo de morrer na instituição hospitalar no século XXI. Além disso, analisou-se como que a equipe de saúde da Cirurgia Cardíaca de um hospital universitário lida com a morte no seu cotidiano e o papel que a equipe atribui ao psicólogo no momento do óbito.

    Observou-se que o profissional de saúde se identifica com o paciente que está internado e imagina que poderia ser ele ou um familiar próximo. Isso gera uma enorme angústia ao assistir um paciente no processo de morrer porque o confronta com a sua própria morte, fragilidade e vulnerabilidade.

    Sobre a representação da morte, verificou-se que cada pessoa enxerga a morte de um ponto de vista, podendo ser pessoal, profissional ou religioso. Observou-se que o principal sentimento que surge no momento do óbito é a tristeza, seguida pela frustração e chateação. As formas que eles encontram para lidar com as emoções é falar e compartilhar com os demais integrantes da equipe ou com a própria família. A principal dificuldade encontrada pela imensa maioria, independente da categoria profissional, foi o de dar a notícia para a família.

    A pergunta que solicitava ao profissional imaginar como ele gostaria de morrer fez com que a grande maioria desse uma resposta cultural já esperada - morte súbita, dormindo, bem velhinho(a), sem dor e sem perder a autonomia, ou seja, sem perceber que vai morrer.

    Quanto á freqüência que a pessoa pensa sobre a morte, a categoria à s vezes venceu, sendo seguida por freqüentemente, sempre e raramente respectivamente. Verificou-se que os profissionais de saúde que são obrigados a se confrontar coma possibilidade da morte diariamente no seu cotidiano, aumentam as suas reflexões a respeito desse tema. Foi assinalado que o trabalho do psicólogo deve se voltar primeiramente para o atendimento da família e depois para a equipe.

    Observa-se a necessidade de algumas dificuldades da equipe serem trabalhadas de modo mais profundo pela Psicologia, implementando algo mais nas reuniões de equipe semanais, como dinâmicas de grupo que pudessem sensibilizar, melhorar a integração, dissipar os nós na comunicação e aumentar a cumplicidade e a confiança entre eles.

    Dessa forma, conclui-se que cabe à Psicologia reintroduzir no contexto hospitalar, os aspectos emocionais e simbólicos presentes na manifestação da morte, contribuindo através de uma assistência de melhor qualidade a todos que experienciem a angústia de se depararem com a morte.


A velhice pelos discursos dos especialistas: Espaços simbólicos e sociais

  • Nome: Eduardo Larrat

    Orientadora: Glória Castilho

    Abril de 2007

    RESUMO

    Fruto de algumas reflexões sobre a velhice na sociedade contemporânea, este trabalho pretende extrair uma imagem social da velhice a partir dos discursos dos especialistas que dela se ocupam. Passando por sua afiliação ao modelo biomédico e pela apropriação de seus saberes pela sociedade de consumo, discutimos as implicações simbólicas e sociais destes discursos sobre a velhice e o envelhecimento nos dias atuais. Ao final deste percurso, apresentamos algumas questões sobre a posição que a psicanálise pode adotar frente aos saberes dos especialistas em envelhecimento.


As depressões: Uma questão a partir da clínica com idosos

  • Nome: Gisele da Silva Bandeira

    Orientadora: Glória Maria Castilho

    Abril de 2007

    RESUMO

    O presente trabalho tem como escopo discutir a questão das depressões em suas interfaces com o trabalho com idosos. Durante a experiência realizada no NAI/UNATI mostrou-se muito pregnante a referência ao termo depressão. Nesse sentido, o objetivo é aqui interrogar essa relevante incidência do termo depressão no âmbito da experiência com idosos na enfermaria ou ambulatório, pautando-se para tal nos pressupostos teóricos da psicanálise e na clínica.


Alguns desdobramentos da inserção da psicologia na saúde mental

  • Nome: Nataly Netchaeva Mariz

    Orientador: Ademir Pacelli Ferreira

    Abril de 2007

    RESUMO

    Esta monografia pretende discorrer sobre minha experiência prática enquanto residente de segundo ano de Psicologia Clínico-Institucional no setor de Psiquiatria. Tal prática mostrou-se rica em sua amplitude, abrangendo uma variedade de desdobramentos que emergem quando se trata da clínica em saúde mental, no contexto do movimento ainda inacabado da Reforma Psiquiátrica. Essa clínica inclui um trabalho interdisciplinar e pretende abarcar um cuidado que considere o sujeito em suas múltiplas dimensões. Examinar os impasses e desafios dessa prática levando em conta a inserção do psicólogo em saúde mental se mostra pertinente, tendo em vista que é nesse retorno à clínica que se produz a articulação entre o saber teórico e a construção da prática diária. Vale ressaltar que a articulação entre o saber teórico e a pratica clínica sempre foi o mote do pensamento psicanalítico. Vou me valer desse mote para percorrer três momentos da minha prática: o desenvolvimento do acompanhamento terapêutico pelo psicólogo na Enfermaria Psiquiátrica, as visitas domiciliares e o trabalho de articulação com a rede de atendimento em saúde mental e, por fim, as oficinas terapêuticas vinculadas ao Espaço de Atividades Nise da Silveira.


O confronto com a finitude na clínica hospitalar: Da morte como limite à urgência da vida

  • Nome: Elisa Lima Mayerhoffer

    Orientadora: Sheila Orgler

    Co-Orientadora: Glória Castilho

    Abril de 2007

    RESUMO

    Esse trabalho tem como objetivo investigar, a partir de uma abordagem psicanalítica, o confronto com a finitude na clínica hospitalar. Através da exposição dos pressupostos teóricos elaborados por Freud acerca da relação do homem com a morte, e seus desdobramentos na teoria psicanalítica, busca-se destacar que a morte, enquanto limite, engendra uma dimensão de urgência, relançando questões para a vida. Neste sentido, pretende-se apontar que a presença e a escuta do psicanalista permitem ao sujeito situar algo desta precariedade da condição humana que é de todos no um a um da experiência analítica.


A atuação do residente de psicologia nos grupos de pré-consulta do ambulatório de pré-natal do núcleo perinatal

  • Nome: Raquel Moreira Pádova

    Orientadora: Ester Susan Guggenheim

    Abril de 2007

    RESUMO

    Nesse trabalho, é realizada uma reflexão a respeito da atuação do psicólogo nos grupos de pré-consulta do Núcleo Perinatal no Hospital Universitário Pedro Ernesto. Busca-se estabelecer qual seria a função e a importância do psicólogo na coordenação desta atividade. Para isso, parte-se da definição do que é a atividade de pré-consulta e quais são suas bases ideológicas.

    A pré-consulta é uma atividade de Educação em Saúde direcionada para gestantes do pré-natal. É realizada através de grupos abertos que ocorrem todos os dias antes das consultas. Neles são abordados temas chaves relacionados à gestação, aleitamento, parto e saúde da mulher. Essa prática visa propiciar que as gestantes adquiram conhecimentos a respeito do funcionamento das instituições, do saber médico e do próprio corpo para a partir daí, enfrentar os problemas de saúde e as dificuldades vividas no processo de tornar-se mãe, com mais consciência, autonomia e possibilidade de escolha. Para tais objetivos, há uma aposta no diálogo entre as gestantes e os profissionais de saúde.

    O psicólogo inserido na pré-consulta pode acrescentar algo aos objetivos desta atividade, por entender que a possibilidade de escolha, autonomia e maior consciência passa pela consideração daquilo que foge à racionalidade, a saber, a verdade do sujeito. Na realização de um estudo teórico sobre os efeitos psíquicos gerados pela maternidade, ficou evidente a existência de uma série de processos psicológicos que a gestante enfrenta ao longo dos 9 meses e que interferem de maneira significativa no modo como vive a gestação e a chegada do bebê.

    A gestação convoca a mulher a um intenso trabalho de elaborações psíquicas para dar conta de novas experiências e da reedição de antigos conflitos. Estes, outrora recalcados, chegam mais facilmente à consciência, devido a um estado psíquico particular presente na gestante, denominado por Bydlowiski, de "transparência psíquica". Diante disso, é possível estabelecer que a função do psicólogo nos grupos de pré-consulta é propiciar à s gestantes um espaço de expressão, onde possam verbalizar suas vivências subjetivas. Cabe ao psicólogo, partir desses conteúdos para provocar reflexões, trocas de experiências e o questionamento de concepções cristalizadas acerca da maternidade, que provocam entraves numa vivência mais saudável desta.


A construção da maternidade no nascimento prematuro

  • Nome: Lilia Frediani Martins Moriconi

    Orientadora: Ester Susan Guggenheim

    Maio de 2006

    RESUMO

    Este trabalho tem o objetivo de refletir a respeito da construção da maternidade quando o nascimento se faz em meio à violência de um parto prematuro. No processo de tornar-se mãe, é preciso que a mulher possa incluir seu bebê em seu universo simbólico, desejando-o a partir das projeções que nele faz de seus próprios ideais. O nascimento prematuro parece dificultar este trabalho de elaboração materno. A intervenção de um analista, bem como o acolhimento da equipe de saúde que se ocupa do bebê, podem reabrir as trocas simbólicas entre a mãe e a criança, permitindo a elaboração da experiência traumática.


Política e clínica na saúde mental: Uma convergência? Uma experiência na enfermaria psiquiátrica do HUPE/UERJ

  • Nome: Michele Siviero Martins

    Orientador: Ademir Pacelli Ferreira

    Maio de 2006

    RESUMO

    O trabalho do psicólogo numa enfermaria psiquiátrica é permeado por possibilidades e entraves. Destacamos aqui a trajetória da Reforma Psiquiátrica, atualmente orientada pelos princípios da tradição basagliana, desde o surgimento da Psiquiatria até os dias atuais, situando o movimento da Reforma no Brasil e, mais especificamente, no cotidiano do local que deu origem a este trabalho monográfico. No entendimento do sujeito para onde se voltam todas estas ações, se utiliza a Psicanálise como ferramenta clínica para refletir sobre suas contribuições no período de internação, na formulação do projeto terapêutico e na articulação com outros profissionais que compõem a assistência. E questionamos: será possível uma convergência entre Política e Clínica no campo da Saúde Mental?


Enquanto o coração não vem - Um trabalho com pacientes indicados para transplante cardíaco

  • Nome: Valeria Castro Chagas de Azevedo

    Orientadora: Sheila Orgler

    Maio de 2006

    RESUMO

    Essa monografia trata da construção do atual projeto de atendimento psicológico aos pacientes indicados para transplante cardíaco no Setor de Cirurgia Cardíaca do Hospital Pedro Ernesto.

    Abordando os impasses e as possibilidades e o dia a dia do trabalho da psicologia na enfermaria e CTI, pretende mostrar parte da trajetória percorrida em busca da inserção na equipe multidisciplinar utilizando o relato de dois casos de pacientes já indicados para a cirurgia.


O que pode um psicanalista diante do irredutível de um real - Possibilidades e desafios no atendimento de uma adolescente

  • Nome: Adriana Bisi Nicolau

    Orientadora: Sonia Alberti

    Maio de 2005

    RESUMO

    A presente monografia discorre sobre um trabalho de intervenção psicanalítica realizado ao longo de quatro meses, em instituição hospitalar pública no Rio de Janeiro. Durante vinte e três meses, no período de 2003 a 2005, quando trabalhei como Residente de Psicologia no Hospital Universitário Pedro Ernesto/HUPE, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro/UERJ, deparei-me com a dimensão real da instituição hospitalar no acompanhamento de casos que me permitiram constatar intenso sofrimento psíquico e físico, manifestados não só no discurso dos pacientes, mas também dos familiares que os acompanhavam e apoiavam sua recuperação.


A psicanálise na pediatria: Tratar ou não uma criança?

  • Nome: Clarissa Gouvea Stein Lopes

    Orientadora: Maria Luiza Bustamante Pereira de Sá

    Maio de 2005

    RESUMO

    O presente trabalho trata das entrevistas preliminares efetuadas na clínica psicanalítica com crianças e, especificamente, do momento em que o psicanalista deve se decidir quanto ao manejo que dará ao caso que lhe é apresentado e sua estratégia de atuação. É realizado um estudo acerca do conceito de sintoma em psicanálise e uma discussão sobre a especificidade do trabalho do psicanalista que, através de sua escuta, provoca um encontro do sujeito que lhe procura com suas próprias questões e história pessoal. Através da discussão de três casos clínicos, relatando-se apenas o momento das entrevistas iniciais, procura-se exemplificar ao leitor como é realizado o manejo de cada caso, em sua singularidade, e o que indica ao psicanalista a necessidade da entrada de uma criança em análise.


A morte como questão nos atendimentos de pacientes idosos na enfermaria

  • Nome: Darla Moreira Carneiro Leite

    Orientadora: Teresinha Mello da Silveira

    Maio de 2005

    RESUMO

    O Brasil vem, com o passar dos anos, aumentando o número da sua população idosa. Nesse sentido, mudanças e adaptações na pesquisa e assistência à saúde são necessárias para dar conta desta nova realidade. O presente trabalho tem como escopo discutir a questão da morte nos atendimentos a idosos internados em enfermaria a partir do referencial psicanalítico, mais especificamente Freud e comentadores da escola francesa. Percebemos que o idoso ao deparar-se com a radicalidade de uma internação era levado a uma urgência psíquica que possibilitava uma abertura a um trabalho. Frente à iminência de morte, a urgência psíquica também se fazia presente e várias questões eram suscitadas, questões estas muitas vezes referentes à vida e não à morte.


Tornar-se mulher e tornar-se mãe: Considerações sobre a sexualidade feminina

  • Nome: Daniela Barros da Silveira

    Orientadora: Susan Guggenheim

    Maio de 2005

    RESUMO

    Esta monografia desenvolve o tema da sexualidade feminina, enfatizando que o momento da gestação pode trazer à tona impasses relacionados com a feminilidade. Pretende ainda enfocar três fragmentos de casos clínicos atendidos pela autora nos setores pré-natal e maternidade do Hospital Universitário Pedro Ernesto, setores que são ponto de referência - no atendimento médico hospitalar - no Rio de Janeiro para gestações de risco. A escuta clínica oferecida à s gestantes evidenciou que havia uma repetição de casos de mulheres que falavam, nos atendimentos, de conflitos com os pais dos bebês. Assim, algumas mulheres pouco falavam dos bebês que estavam esperando ou do risco relacionado com a gestação. O presente trabalho fundamenta-se na psicanálise e faz um estudo sobre a constituição da feminilidade. A menina não nasce apta do ponto de vista da constituição psíquica para se tornar mulher. Para refletir sobre esse impasse recorreu-se a vários autores. A clínica com gestantes neuróticas aponta para a subjetivação das queixas que são primordialmente atravessadas pelas questões próprias da sexualidade.


O possível da psicanálise no serviço de adolescente/NESA: Um percurso pela transferência

  • Nome: Danielle Cardoso de Andrade

    Orientadora: Sonia Alberti

    Maio de 2005

    RESUMO

    A presente monografia faz parte de um trabalho de conclusão da Residência em Psicologia Clínico-Institucional, realizada no Hospital Pedro Ernesto/HUPE de março de 2003 a janeiro de 2005. Coloquei como desafio pensar a questão de quais seriam as possibilidades de trabalho de um profissional afetado pela causa freudiana num hospital. Tomando como fio condutor o conceito de transferência, tentei analisar limites e possibilidades de atuação do analista que surgiram a partir de uma prática pautada pela Ética da Psicanálise na clínica realizada com adolescentes e seus acompanhantes na Enfermaria do NESA. Um outro ponto que destaquei foi a significação dada ao trabalho pelos profissionais frente a morte de pacientes tão jovens, apontando para a grande contribuição da Psicanálise que seria exatamente poder trabalhar mesmo se tendo em vista um limite de atuação, principalmente em situações tão extremas como a morte.


Crise e criatividade

  • Nome: Maria Lopes Facó Estermínio Gonçalves

    Orientadora: Sheila Orgler

    Maio de 2005

    RESUMO

    O atendimento psicológico no Setor de Cirurgia Cardíaca do Hospital Universitário Pedro Ernesto é permeado por diversos questionamentos por parte dos pacientes. O impacto da necessidade de uma cirurgia cardíaca pode fazer com que a própria integração egóica seja posta em questão, instaurando a vivência de uma crise. Percebemos que a resposta dada, por cada sujeito, diante de tal intervenção cirúrgica pode ser relacionada com o tema da criatividade, ou seja, como cada um cria a sua resposta diante de uma crise. Tendo em vista que "crise" e "criatividade" são conceitos importantes que, para serem apreendidos, precisam de um modelo epistemológico de base, propomos uma análise do que poderíamos entender por tais termos, a partir de alguns autores, ressaltando, principalmente, a visão do psicanalista inglês, Donald W. Winnicott.


Clínica psicanalítica com pais e bebê: Parentalidade e filiação

  • Nome: Mariana Bteshe

    Orientadora: Susan Guggenheim

    Maio de 2005

    RESUMO

    Esse trabalho tem como objetivo investigar a construção da parentalidade, isto é, as transformações que acontecem no psiquismo parental para que ocorra a tessitura de um lugar simbólico para o filho, e a sua relação dialética com o processo de filiação. Através da exposição dos pressupostos teóricos que fundam o atendimento conjunto psicanalítico a pais e bebê, busca-se destacar os efeitos terapêuticos que podem ocorrer quando existe uma intervenção neste momento em que as ancoragens simbólicas são decisivas para a constituição do sujeito.


"O gigante foi embora" - Perdas e dor no adoecer

  • Nome: Ana Paula de Jesus Caramalho

    Orientadora: Sheila Orgler

    Maio de 2004

    RESUMO

    As concepções de saúde e de doença para médicos e pacientes se alteraram ao longo da história e, conseqüentemente, as formas de abordar e compreender estes fenômenos. Estas mudanças estão relacionadas ao desenvolvimento tecnológico e científico da Medicina e dos meios de produção, caracterizando uma filosofia de vida e visão de mundo próprias. O entendimento destes fatores é fundamental para a compreensão das implicações psicológicas em se perceber doente na atualidade.

    Aqui, os fenômenos psicológicos percebidos no processo do adoecer serão compreendidos segundo a Abordagem Centrada na Pessoa, teorizada por Carl Ransom Rogers. Este autor considerou que o ser humano tem a capacidade de promover continuamente o seu crescimento pessoal. Chamou esta capacidade de tendência a auto-atualização, a qual constitui um dos pilares de sua teoria. O outro pilar da teoria rogeriana é o conceito de self, ou noção do eu. "A noção do eu é uma estrutura perceptual, isto é, um conjunto organizado e mutável de percepções relativas ao próprio indivíduo"(Rogers, 1962:44). Esta estrutura perceptual modela as percepções e atitudes do indivíduo.

    Existe uma discussão sobre qual seria o modelo técnico de atendimento psicológico adequado ao contexto hospitalar. Acreditamos que este modelo seria a terapêutica breve e focal. Como Rogers não utiliza este modelo, tentamos elaborar considerações pertinentes baseando-nos nas contribuições de Fiorini (1999).


Psicologia na saúde: Para além da prática cotidiana

  • Nome: Ana Beatriz Szymanski Machado

    Orientadora: Teresinha Mello da Silveira

    Maio de 2004

    RESUMO

    A presente monografia busca refletir sobre as atividades executadas ao longo dos dois anos de Residência em Psicologia Clínico-Institucional do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), que se caracterizou, basicamente, por uma prática nos moldes da Psicologia Clínica. Pretendo refletir sobre as possibilidades de atuação do psicólogo no hospital, para além do trabalho clínico tradicional. A partir de questionamentos sobre os limites da clínica e da importância de se buscar, na Psicologia, outros referenciais que ampliem e englobem o universo desta prática nas instituições de saúde, inicio o meu estudo com um breve histórico da entrada dos psicólogos nos hospitais. Com a compreensão histórica desta inserção, busco aprofundar os conceitos de Psicologia Clínica, Psicologia Hospitalar e Psicologia da Saúde, refletindo sobre as diferentes abordagens teórico-práticas preocupadas com a saúde da população e que são utilizadas por psicólogos que exercem suas atividades nesta área. Alicerçada na minha vivência nas enfermarias do HUPE, discorro sobre a necessidade de incorporar outros conhecimentos, da própria Psicologia, para enriquecer a assistência hospitalar. Neste aspecto, destaco a contribuição da Psicologia Sócio-Histórica, da Análise Institucional, de estudos sobre a Interdisciplinaridade, sobre o Compromisso Social da Psicologia e sobre Alteridade. Pretendo, com a presente dissertação, salientar a importância de uma maior integração do saber psicológico para um aprimoramento da função do psicólogo na área de saúde, destacando a necessidade de um maior compromisso social, que vise assistência - integral - à saúde da população.


"Meu rosto não é mais o que era" - A mulher idosa e a perda da beleza da juventude

  • Nome: Bruno Abifadel

    Orientadora: Teresinha Mello da Silveira

    Maio de 2004

    RESUMO

    Este trabalho tem como objetivo desenvolver uma reflexão sobre a mulher idosa e a perda da beleza da juventude. A partir de uma investigação sobre a mulher e a sua relação com a beleza, buscaremos um entendimento mais amplo sobre os impactos emocionais vivenciados por estas mulheres ao perderem a tão valorizada estética da juventude.


Psicanálise e medicina: Um cruzamento

  • Nome: Hilana Erlich

    Orientadora: Sonia Alberti

    Maio de 2004

    RESUMO

    A pesquisa proposta nesta monografia de conclusão de Residência em Psicologia Clínico-Institucional surgiu a partir do trabalho desenvolvido no Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), no período de março de 2002 a fevereiro de 2004.

    O Hospital Geral é uma instituição na qual circulam diversos discursos. No entanto, pode-se afirmar que o discurso médico tem lugar predominante. A associação entre medicina e hospital é, praticamente, imediata nos dias de hoje, porém é Foucault (1979) quem assinala em seu livro Microfísica do poder, que as séries médica e hospitalar eram divergentes. Somente no final do século XVIII, por volta de 1780, é que estas séries que pouco se encontravam, passam a convergir.

    A convivência com a equipe médica deixou clara a importância que se dá à avaliação e à investigação do corpo de seus pacientes. O cuidar para esta tem o corpo como lugar privilegiado. É no corpo e para o corpo que o olhar médico se volta e procura o mal que aflige o doente. Desta forma, faz-se necessário traçar um tratamento que tem na questão diagnóstica seu ponto principal, visto que, indica uma direção.

    Pode-se dizer que para o psicanalista, a investigação se passa de outra forma. O que há de fundamental é a fala do paciente, o que diz daquilo que sente, como representa os conteúdos que aparecem em seu discurso. É com a subjetividade que se trabalha, com a posição que o sujeito se apresenta através de seu discurso. Deste modo, só se pode ter informação e acesso ao sofrimento psíquico do sujeito, se ele puder falar.

    Não se trata de partilhar o ser humano em corpo e mente. Ao contrário, a subjetividade da qual falamos só pode ser enunciada a partir de um corpo concreto, que também é subjetivado de modo singular por cada sujeito.

    Nosso objetivo é apontar os efeitos que a escuta psicanalítica pôde produzir nos sujeitos, e numa equipe que, apesar de referida de forma bastante sólida ao discurso médico, abriu espaço para outra perspectiva.


A falha epistemo-somática: Considerações sobre a psicossomática e a clínica psicanalítica no hospital geral universitário

  • Nome: Renata de Campos Pereira

    Orientadora: Sonia Alberti

    Maio de 2004

    RESUMO

    Há doenças que, por si só, mereçam o estatuto de psicossomática Quais seriam elas? O que lhes conferiria tal predicado? Não nos contentamos em responder a estas perguntas a partir do argumento de que as patologias que o saber médico desconhece a causa etiológica teriam, por esse motivo, uma causalidade psíquica. Não nos parece suficiente que se verifique fatores psíquicos ali onde o saber médico - até o momento - não encontra explicação científica. Principalmente, porque não nos parece que a psicanálise esteja aí para encobrir o não-todo saber da ciência.

    São estes os pontos que procuramos discutir ao longo deste trabalho de conclusão da Residência em Psicologia Clínico-Institucional realizada no HUPE/UERJ durante o período de março de 2002 a fevereiro de 2004.

    Optamos por apresentar, de início, o recorte clínico, bem como os questionamentos dela advindos, para então empreendermos uma articulação teórica possível. No primeiro capítulo, portanto, apresentamos o caso Carolina, que nos deixou repletos de indagações. A partir disto, buscamos, na segunda parte deste trabalho, compreender, dentro da teoria psicanalítica, a concepção de doença orgânica e de suas possíveis relações com o psiquismo.